Um menino de 11 anos é levado ao ambulatório por ganho de peso progressivo há dois anos. A família relata consumo diário de refrigerantes, biscoitos recheados e lanches ultraprocessados, além de refeições em frente à televisão. Permanece cerca de cinco horas por dia em telas e não pratica atividade física regular.Nasceu a termo e apresentou desenvolvimento normal. Não usa medicamentos de forma contínua. Ao exame, pesa 76 kg, mede 154 cm e apresenta IMC de 32,1 kg/m², com escore-z de IMC/idade acima de +3. A velocidade de crescimento no último ano foi de 7 cm, compatível com a faixa etária. Apresenta acantose nigricans cervical e abdominal, pressão arterial de 126/78 mmHg e fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito. Não há giba dorsal, fácies cushingoide, equimoses espontâneas, fraqueza muscular proximal, bócio, atraso de crescimento ou alterações visuais.Exames laboratoriais mostram glicemia de jejum de 102 mg/dL, hemoglobina glicada de 5,8%, insulina de jejum de 30 µUI/mL, triglicerídeos de 190 mg/dL, HDL-colesterol de 35 mg/dL, ALT/TGP de 56 U/L, TSH de 2,0 mUI/L e T4 livre normal. A ultrassonografia abdominal evidencia esteatose hepática. Qual é o diagnóstico mais provável?