Homem de 34 anos, trabalhador rural residente em uma região produtora de grãos no interior do Estado de São Paulo, procura o serviço de emergência com quadro de quatro dias de febre alta, náuseas, calafrios, cefaleia e dor abdominal difusa. Nas últimas seis horas, evolui com tosse seca e dispneia progressiva rapidamente evolutiva. Ao exame físico: taquipneico, cianótico, hipotenso e hipoxêmico, necessitando de intubação orotraqueal. Os exames séricos iniciais revelam leucocitose importante (24.500/mm³) com desvio à esquerda escalonado; presença de linfócitos reativos (imunoblastos) correspondendo a 14% da série linfoide; plaquetas: 32.000/mm³; hematócrito: 54%; creatinina: 1,9 mg/dL; desidrogenase lática: 780 U/L (normal: até 240); albumina sérica: 2,4 g/dL. A radiografia de tórax evidencia infiltrado interstício-alveolar bilateral difuso simétrico.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar: