Paciente do sexo masculino, 18 meses de vida, é trazido pela mãe a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante o plantão noturno. Na recepção, a mãe, extremamente angustiada, relata à enfermeira do Acolhimento com Classificação de Risco que o filho "parou de comer, não quis almoçar nem jantar hoje e está definhando". A criança é classificada como risco azul (não urgente) e encaminhada ao consultório pediátrico. Durante a anamnese, a mãe do paciente relata que o apetite da criança vem diminuindo progressivamente nos últimos seis meses, tornando o momento das refeições uma batalha diária. A mãe confessa que tentou forçá-lo a comer a mesma quantidade que ele ingeria quando tinha 10 meses de vida. Antecedentes patológicos: nascido a termo, sem intercorrências neonatais. Cartão de vacinas em dia (PNI). Nega histórico de alergias, infecções de repetição ou internações prévias. Exame físico: paciente em excelente estado geral, ativo, sorridente e explorando o consultório. Corado, hidratado, acianótico e anictérico. Sinais vitais: Frequência Cardíaca (FC) 110 bpm; Frequência Respiratória (FR) 26 irpm; Pressão Arterial (PA) 90 x 60 mmHg; Temperatura axilar 36,4 °C; Saturação de O₂ 98% em ar ambiente. Antropometria (avaliada na Caderneta da Criança trazida pela mãe): peso atual: 11 kg (Escore Z = 0); estatura: 82 cm (Escore Z = 0). A análise do gráfico demonstra que o crescimento ponderoestatural tem sido contínuo, ascendente e estritamente paralelo à linha do Escore Z 0 desde o nascimento, sem qualquer inflexão (queda) nas curvas. Segmentar: oroscopia e otoscopia sem alterações. Aparelhos respiratório e cardiovascular sem anormalidades. Abdome flácido, indolor, sem visceromegalias. Tecido celular subcutâneo com turgor e elasticidade preservados.
Com relação ao quadro clínico descrito acima, considerando as bases fisiológicas do desenvolvimento na fase de lactente/pré-escolar e a semiologia do crescimento, assinale a alternativa CORRETA que apresenta a conduta para esse atendimento na UPA.